05 Novembro 2018

ProFuturo participa de debate na EnlightED sobre os desafios da educação digital em ambientes vulneráveis

O ProFuturo participou, nos dias 3, 4 e 5 de outubro, da Enlighted, conferência mundial que reuniu especialistas em educação, tecnologia e inovação para promover um grande debate sobre a educação na era digital. Organizada pela Fundação Telefónica, IE University e South Summit como parte do evento South Summit 2018, a participação do ProFuturo concentrou-se em uma mesa redonda e um painel de discussão realizados na quinta-feira, 4 de outubro, e em uma conversa que o presidente da fundação, César Alierta, manteve com o jornalista Iñaki Gabilondo.

A mesa redonda, Advancing Education for Vulnerable Communities, contou com a presença de fundações como War Child Holland, Norwegian Refugee Council, UNESCO e Aga Khan Foundation. Os palestrantes debateram sobre os desafios da tecnologia atual para aproximar a educação digital a ambientes vulneráveis e como as ferramentas digitais devem favorecer não apenas o desenvolvimento do conhecimento das crianças, mas também potencializar sua empatia e capacidade para que se tornem pessoas melhores.

A tecnologia como uma ferramenta a serviço dos professores

As duas intervenções do ProFuturo destacaram a enorme importância dos docentes no mundo educativo atual. Consistem nos pilares básicos sobre os quais se fundamenta o programa de educação do ProFuturo, como foi demonstrado no debate após as exposições.

“Não podemos utilizar a tecnologia sem contar com os professores”, foi uma das conclusões que a jornalista Lara Setrakian, moderadora dos eventos, ressaltou depois da mesa redonda Are emerging markets the promised land for EdTech?

Na mesa redonda, falaram também sobre a Inteligência Artificial e seu grande potencial para ajudar a criar ferramentas tecnológicas eficazes que contribuam para o desenvolvimento do potencial das comunidades vulneráveis. No entanto, apesar da sua importância, a Inteligência Artificial não pode substituir o valor dos professores em classe. Sua missão é apoiar e oferecer liberdade para que eles decidam como empregar seu tempo com os alunos da melhor forma possível.

Outro dos grandes usos da Inteligência Artificial que foi comentado no encontro é o de ser um motor de ajuda para que os docentes possam saber quais alunos terão mais risco de perder o ritmo das aulas e que sejam capazes de detectar isso no momento certo, dedicando-lhes o tempo extra necessário.

A palestra contou com a presença de Sofía Fernández de Mesa, diretora-geral do ProFuturo e María Jesús Ncara Owono, ministra da educação da Guiné Equatorial, que relatou a experiência digital de seu país associada à educação. Além disso, salientou que a área da educação é “decisiva em todas as nações porque permite alcançar um crescimento sustentável”.

Por sua vez, durante sua intervenção, Sofía Fernández De Mesa destacou que as próximas gerações “vão trabalhar em profissões que atualmente não existem e, portanto, é preciso prepará-los”.

A diretora da fundação também analisou os desafios da revolução digital que estamos vivenciando e destacou que, na sua opinião, é “uma grande oportunidade para eliminar as lacunas socioeconômicas e educativas existentes”.

Um dos principais objetivos da presença do ProFuturo na EnlightED era motivar o trabalho de outras organizações para desenvolver a iniciativa de levar a educação digital a zonas vulneráveis, como destacou César Alierta, presidente do ProFuturo, durante uma conversa interessante com o jornalista Iñaki Gabilondo em 5 de outubro.

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“A África é a minha grande paixão”

César Alierta falou sobre sua experiência com a educação e os ambientes vulneráveis desde o início de sua carreira. O presidente do ProFuturo admitiu que, no momento, a África é a sua “grande paixão da vida” e que o objetivo da fundação que preside é educar para que “uma criança em um lugar remoto da África tenha as mesmas possibilidades que outra em Nova York”.

César Alierta fez um balanço dos dois anos da fundação e de seu programa educativo. Analisou também os desafios que enfrentará em um futuro próximo e refletiu sobre a importância da existência de mais instituições como a ProFuturo. “Deveria haver mais fundações como a nossa. Por isso, queremos que nos copiem e que tudo seja mais fácil no futuro”, declarou.

No Dia Mundial dos Docentes, o presidente do ProFuturo dedicou-lhes palavras de agradecimento e admiração. “A chave são os professores e trabalhamos com eles para tornar o mundo melhor”, concluiu.