Lula García Vázquez
Engenheira de sistemas e docente há mais de três décadas, Lula García Vázquez transformou a tecnologia criativa em uma forma de pensar a educação — não como ferramenta, mas como experiência.
Sobre Lula García Vázquez
< Ver todos los ColaboradoresA criatividade como forma de aprender
María Lourdes “Lula” García Vázquez chegou ao universo da inovação educacional guiada pela curiosidade e pela intuição. Sempre teve a sensação de que aprender tinha mais a ver com explorar do que com repetir. Seguindo esse instinto, formou-se em engenharia de sistemas computacionais e concluiu um pós-graduação em tecnologia educacional. Desde então, dedica-se há 34 anos à docência, boa parte desse tempo ampliando os limites do que pode acontecer dentro de uma sala de aula.
Em 2002, entrou no campo da robótica educacional, quando o termo ainda circulava pouco no contexto escolar latino-americano. Seu trabalho tem sido o de abrir caminhos: para estudantes que descobrem que podem construir, programar e errar sem medo; e para docentes que passam a entender que a tecnologia não é um fim, mas uma linguagem. Maker de coração, Lula trabalha a partir do “aprender fazendo”, onde o erro não é penalizado, mas valorizado como parte do processo.
Especialista em STEM, Scratch, autoaprendizagem e tecnologias criativas para a sala de aula, ela desenvolveu projetos que buscam mais do que transmitir conteúdos: ativar a curiosidade, a autonomia e o pensamento crítico. Liderou processos de inovação educacional em escolas — especialmente no México — e impulsionou a reflexão pedagógica em instituições como o Instituto Latino-Americano da Comunicação Educativa.
Sua trajetória inclui colaborações internacionais com organizações como a Blythe Yourself, em Cambridge, e vínculos com o ecossistema do MIT Media Lab. Também acompanhou equipes estudantis em campeonatos de robótica na Holanda e na Espanha, demonstrando que a criatividade pode competir — e vencer.
Declaradamente fã da cidadania digital, da robótica, da inteligência artificial e de tudo o que remete ao STEAM, Lula segue defendendo uma ideia simples e radical: a educação funciona melhor quando se parece menos com instrução e mais com uma exploração compartilhada.
